sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A nova virtude do jovens da atual geração

Um dos grandes problemas enfrentados por uma considerável parte dos adolescentes é o bullying. O que é o bullying? Lembra, na sua infância, quando você era gordinho, o mais magro ou menor da sua sala e seus colegas enchiam seu saco todo dia com piadinhas e apelidos infames, tais quas 'bolinha', 'palito' ou 'formiga'? Isso ê bullying.
Tecnicamente, bullying quer dizer agressào, seja ela física ou psicológica. Muitas crianças e adolescente levam na esportiva, entrando na onda e revidando com um apelido para o colega. Mas há aquelas que não gostam de tais brincadeiras. E quando o que era para ser uma simples brincadeira, acaba numa enorme falta de respeito.
Apenas citei o bullying como exemplo, pois há vário tipos de bullying, assim como várias maneiras de se faltar com respeito. Só o que tenho a dizer é que fui uma vítima VIP dos "bullyers" de plantão, assim como muitas outras. Falavam "Esquece, leva na esportiva, brinca com eles também", outros "Ignora eles, eles
não têm o que fazer mesmo". De toda forma, é sempre mais difícil para quem está na pele.
Quando pensava em revidar, só choviam mais patadas pra mim. Pensei coisas horríveis e criei uma má imagem de mim mesmo, até que um dia me calei. Simplesmente não tinha armas, estava sozinho no campo e avistava meus rivais. Saida: se camuflar para sobreviver. Feito. Afundei na mais profunda essência do egoísmo e os outros, na minha visão, já faziam parte do cenário.
O envolvimento pela concha do autismo também tem seus lafos negativos, que a longo prazo podem se revelar. E, por fim a depessão. A doença da moda? Sim, ela mesma, mas agora não se aplicava a mim. Foi tanta a vontade de querer me guardar, que tomei um incrível ódio por sair de casa, acreditando que alguém poderia gozar de mim em público. Mas os resultados do torpor logo vieram, e quando mudei de escola, entrei uma pessoa mudada. Ninguém conhecia meu outro eu. Só isso já foi gratificante. Com o passar do tempo, a internet encurtou as distância entre pessoas de todo o canto do Brasil, as quais comecei a me relacionar devido a dificuldade da relação física.
Tamanha ingenuidade a minha. Quando eu pensava que cresci com o isolamento, apenas tinha vendado meus olhos para não sofrer, e no primeiro raio de sol, já tirava a venda. Por isso, tombos e mais tombos vieram. Meu magnífico defeito de acreditar na bondade alheia e achar que o que tinha acontecido não ia se repetir, fizeram-me querer jogar tudo pro ar e vegetar. Foi então que alguns anjos de destacaram e me ajudaram. Se eu acredito em anjos? Não daqueles com asas, mas aqueles que realmente se preocupam com a sua felicidade. Um amigo.
Hoje estou melhor do que estava. Graças aos poucos que realmente se preocuparam comigo. Esse post serviu pra um desabafo. Só não concordo mais com tais brincadeiras que os adolescentes que continuam com tal comportamento imaturo fazem. Que brinquem, a vida na seriedade seria muito chata sim, mas que façam brincadeiras sadias.

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